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Gluconato de Manganês
Categoria: Insumos Farmacêuticos
Marca: Gluconatos Nutriessence®
Detalhes do produto
Gluconato de Manganês Nutriessence®
903-00/2011
O Gluconato de Manganês Nutriessence® é obtido por síntese química, obtendo-se o sal gluconato de manganês (ou gliconato de manganês, na tradução inglesa) tendo como ativo o oligoelemento manganês. Este ativo está presente na concentração de 0,2 mg/mL de Manganês.
Encontra-se descrito na DCB sob o número 09451.
O Manganês (Mn) é um elemento químico descoberto pelo químico Carl Scheele, porém foi J.G. Gahn quem o isolou primeiro. É classificado na família 7B da tabela periódica, sendo um metal de transição de coloração branco acinzentado parecido com ferro. É um metal duro e muito frágil, refratário e facilmente oxidável. O manganês metálico pode ser ferromagnético, porém somente depois de sofrer um tratamento especial.(5,6,7,8)
Seus estados de oxidação mais comuns são +2, +3, +4, +6 e +7, ainda que encontrados desde +1 a +7. Os compostos que apresentam manganês com estado de oxidação +7 são agentes oxidantes muito enérgicos. Nos sistemas biológicos, o cátion do manganês (Mn+2) compete frequentemente com o do magnésio (Mg+2).
Em 1816 comprovou-se que o seu uso endurecia o aço, sem torná-lo mais frágil. É um elemento que é usado em grande escala como micronutriente em plantas de caráter comercial, como soja (Glycine max), desempenhando papel fotossintético para a planta. Também é muito usado em ligas com o ferro nos aços entre outros metais.
Uso medicamentoso
A química biológica do manganês está intimamente associada à química do oxigênio, em seus vários estados de oxidação. Nesse contexto, o manganês desempenha papel fundamental nos processos fotossintéticos de produção de O2 (composto tetranuclear de Mn no fotossistema II), na degradação oxidativa de lignina (via as Mn-ligninases), em diversas reações de hidrólise e nos processos de proteção contra estresse oxidativo.
Entre essas enzimas de proteção, destacam-se a superóxido dismutase de manganês (Mn-SOD), que catalisa o disproporcionamento de superóxidos, O2-, e a Mn-catalase, que catalisa o desproporcionamento do peróxido de hidrogênio, H2O2. Na concavanila A (da família das lectinas), o manganês tem um papel estrutural.(5,6,7,8)
Foi após a constatação que a insuficiência em manganês provocava uma diminuição no crescimento dos vegetais, o papel deste oligoelemento passou a ser estudado junto aos animais e ao homem. Mas como os dados da literatura concernente à carência em manganês nos humanos são raros (salvo em casos acidentais durante uma nutrição artificial), somente se pode reportar às observações de laboratório em animais: podem-se descrever distúrbios tais como atrofia dos tendões, malformação dos ossículos do ouvido interno, anomalias da função reprodutora, retardamento do crescimento, distúrbios neurológicos e perturbações na coagulação do sangue. (3)
Em todo o caso, sabe-se agora que a distribuição do manganês é grande nos tecidos e líquidos do organismo, notadamente onde a atividade dos mitocondrios (centro respiratório das células) é maior. Com efeito, o papel matabólico do manganês é considerável, pois ele ativa numerosas enzimas implicadas na síntese do tecido conjuntivo, na regulação da glucose, na proteção das células contra os radicais livres e nas atividades neuro-hormonais. (3)
As necessidades diárias de manganês são mal conhecidas, mas seriam supostamente cobertas por uma alimentação diversificada. O que quer dizer que não podemos deixar de comer cereais, grãos e, sobretudo nozes, que são muito ricas (17,07 mcg/g). Os legumes e as frutas contém pouco (1 a 2,5 mcg/g), a carne e os derivados do leite, praticamente nada (0,20 a 0,70 mcg/g). De outro lado, segundo certos autores, a concentração de manganês nos vegetais é ainda diminuída devido à redução de manganês no solo, causada pela erosão e exaustão por culturas intensivas. (3)
Assim, uma suplementação em manganês é considerada por certos autores como indispensável, notadamente nos regimes privados de alimentos energéticos.
No rol dos benefícios imputados ao manganês podemos citar ação hipoglicemizante, ação sobre o metabolismo das gorduras, ação protetora das células hepáticas, um papel na biossíntese das proteínas e dos mucopolissacarídeos das cartilagens, assim como uma implicação no metabolismo dos neurotransmissores. (3)
O manganês é considerado em oligoterapia como um carro-chefe: ele é básico no tratamento da diatese alérgica, igualmente presente na associação manganês-cobre que constitui o remédio da diatese. Este tratamento melhora sensivelmente as crianças ditas frágeis, perpetuamente resfriadas e fixando mal sua atenção. Ainda, o manganês encontra excelentes indicações no campo da artrose. Lembremos aqui que o manganês pode provocar reações passageiras e, pois, um agravamento dos sintomas alérgicos, daí a necessária prudência na sua administração e numa eventual associação com outros oligoelementos. (3)
Pfeiffer, partidário da medicina ortomolecular (inventada por Linus Pauling, prêmio Nobel de biologia molecular), considerou o manganês (assim como o zinco) as vedetes dos oligoelementos. Seus trabalhos sublinham o interesse do manganês nas afecções articulares, na má tolerância à glucose, nos distúrbios neuropsíquicos (como a esquizofrenia ou as crises convulsivas), assim como nas dores do crescimento das crianças.
Uma tomada de manganês em doses altas se mostrou desprovida de toxidez, sendo o único problema encontrado, uma elevação da pressão arterial que se pode contrabalançar com o zinco (hipotensor), segundo Pfeiffer. (3)
Em humanos, o manganês é absorvido no intestino delgado, acabando a maior parte no fígado, de onde se dirige para as diferentes partes do organismo. Sua carência nos humanos pode causar: perda de peso, fragilidade óssea, dermatite, degeneração do ovário ou testículos e náuseas. Seu excesso (em nível de nutriente) nos humanos pode causar: anorexia, alucinações, dificuldade de memorização, insônia e dores musculares.(5,6,7,8)
A administração do Gluconato de Manganês Nutriessence® 0,2mg/mL pode ser sublingual ou tópica.
Precauções: Por possuir glicose em sua formulação, não deve ser utilizado por diabéticos. Evitar contato do produto com utensílios de metais, pois pode haver interações.
Advertências:
Uso na gravidez e amamentação - Como medida de precaução, o uso deste medicamento deve ser evitado durante a gravidez e amamentação. De forma geral, é conveniente no curso de gravidez e amamentação comunicar ao seu médico ou farmacêutico a utilização de qualquer medicamento.
Uso em idosos e crianças - Não há recomendações especiais para pacientes idosos. Por não existirem estudos sobre o uso pediátrico, este medicamento é contra-indicado para crianças, a não ser sob orientação profissional.
Interações medicamentosas: Não há dados publicados sobre interações medicamentosas com o uso de cobalto. Não há indicações de que o Manganês se acumule no organismo com o passar dos anos.
Como usar: Recomenda-se o uso pela manhã, em jejum, 5 a 10 minutos antes do café da manhã ou à noite ao deitar. Deve ser evitada a administração próxima a refeições.
Colocar o conteúdo indicado diretamente na boca embaixo da língua. Manter o medicamento 1 a 2 minutos embaixo da língua antes de engolir.
Posologia recomendada:
Uso adulto - via oral: 2 a 4 mL duas vezes ao dia, conforme a necessidade do paciente ou conforme prescrição médica.
via tópica: aplicar um pouco de gel (aproximadamente do tamanho de um botão) no antebraço, 1 vez ao dia ao acordar ou conforme orientação profissional.
Os índices de ingestão diária (IDR) de manganês por pessoa é de 2,3mg/dia para adultos, 2mg/dia para gestantes e 2,6mg/dia para lactantes; a dose recomendada para pediatria é de 0,1mg/Kg de peso corporal até o limite máximo de 0,6mg para lactentes (0 a 11meses) e até 1,5mg para crianças acima de 3 anos(2). O manganês é um elemento químico essencial, sendo necessário um consumo entre 1 a 5 mg por dia, quantidade que se consegue através dos alimentos. (3)
As diferentes concentrações de manganês em alimentos (amêndoas, nozes, verduras, ervilhas, gema de ovos, cereais integrais, chá verde, chá preto, espinafre e laranja) e bebidas e os diferentes hábitos alimentares tornam grande a variação de ingestão do mineral em adultos.
Reações Adversas: Ainda não são conhecidas a intensidade e a freqüência de reações adversas em tratamentos utilizando esta concentração de manganês. Efeitos indesejáveis e não conhecidos podem ocorrer. (5,6,7,8)
O manganês em excesso é tóxico. Exposições prolongadas a compostos de manganês, de forma inalada ou oral, podem provocar efeitos adversos no sistema nervoso, respiratório e outros. Os sintomas de intoxicação pelo elemento são: diarréia, vômito, fraqueza muscular, indisposição estomacal, sonolência, falta de coordenação (1).
O Gluconato de Manganês Nutriessence® 0,2mg/mL, que apresenta uma concentração de 0,4mg/dose (considerando a dose de 2mL), se consumido a cada 8 horas (ou seja, até 3 vezes ao dia) e considerando-se que haja correlação entre as dosagens, irá a atingir uma concentração sangüínea ao redor de 1,2mg/L.
Pode-se concluir, portanto, que o risco de intoxicação com o uso do Gluconato de Cobalto Nutriessence® 0,2mg/mL é pouco provável.
Referências
1. ALVES, N.P. Guia dos Elementos Químicos: uma fascinante viagem pela descoberta dos blocos que constituem o universo.1ªedição. São José dos Campos-SP: Asseart Editora Gráfica Ltda, 2008.
2. RDCn°269 de 22 de setembro de 2005. Aprova o “Regulamento Técnico sobre a Ingestão Diária Recomendada de proteína, vitaminas e minerais.” DOU, 29 de setenbro de 2005.
3. http://www.oligopharma.com.br/oligoelementos/manganes.htm
4. EMSLEY, J. Las piezas de construcción de la naturaleza (Nature’s Building Blocks), 2001
5. Pediatrics 1995, 95 (6): 879-82.
6. International J. Epidemiol, 1984, 120 (3):342-349
7. British Med.J. 1985, 290: 417-4201
8. Biol. Psiquiatry 1993, 34: 421- 423